Quais as chances de medalha do Brasil no judô nas Olimpíadas?

John Doe julho 05, 2021

Esporte que mais vezes foi ao pódio na história das Olimpíadas para o Brasil, o judô deve manter a tradição de medalhas em Tóquio. Mesmo não vivendo uma grande fase, a modalidade no país chega com quatro grandes chances de pódio: Mayra Aguiar (até 78kg), Maria Suelen (acima de 78kg), Rafael Silva (acima de 100kg) e a prova por equipes, que faz sua estreia no programa olímpico. Quatro boas chances, claro, não significam quatro medalhas certas. Pelos resultados no ciclo olímpico, se o judô nacional conquistar duas medalhas já está de ótimo tamanho. Se vierem três ou mais, uma gratíssima surpresa. Menos que duas, infelizmente será considerado uma decepção. Mayra Aguiar é uma das apostas de medalha do judô — Foto: Mayorova Marina Mayra Aguiar é uma das apostas de medalha do judô — Foto: Mayorova Marina Mayra Aguiar seria nossa maior chance de medalha, caminhava para chegar como favorita em Tóquio, mas uma lesão em setembro do ano passado a fez ficar parada por cinco meses e, de lá para cá, competiu apenas uma vez. Ainda assim, todo seu histórico de resultados e a clara melhora física no período a coloca como favorita ao pódio. Maria Suelen é a segunda principal chance do país na modalidade. Tem ido ao pódio em diversas competições recentes, incluindo o bronze no Mundial, disputado em junho, quando derrotou pela primeira vez na carreira (após 16 lutas) a cubana Idalys Ortiz. Ela chega como quarta colocada no ranking olímpico. Ótima chance de medalha. Rafael Silva é a principal esperança do judô masculino. Bronze nas duas últimas Olimpíadas e quinto colocado nos dois últimos Campeonatos Mundiais, chega como forte candidato ao pódio, embora não exatamente favorito. A categoria está muito equilibrada, com pelo menos dez atletas brigando direto pela medalha. Rafael Silva Mundial de judô de Budapeste — Foto: Di Feliciantonio Emanuele Rafael Silva Mundial de judô de Budapeste — Foto: Di Feliciantonio Emanuele Na prova por equipes, o Brasil deve ser um dos cabeças de chave e, na teoria, fará seu primeiro confronto já nas quartas de final. O sorteio, a ser feito no dia 22 de julho, vai ser decisivo para as pretensões do país. Se Japão e França são favoritos de forma disparada, a seleção tem reais chances de bronze, mas vai depender muito de quem irá enfrentar na hipotética semifinal e na disputa do bronze. No Mundial de 2019 foi bronze, assim como em 2021. Além disso, as veteranas Ketleyn Quadros (até 63kg) e Maria Portela (até 70kg) conseguiram bons resultados nos últimos anos e, mesmo que não sejam favoritas, são cabeças de chave e vão brigar pelo pódio. Entre os novatos, as principais chances estão com Daniel Cargnin (até 66kg), Larissa Pimenta (até 52kg) e Eric Takabatake (até 60kg), embora não estejam entre os oito primeiros do ranking mundial e estão longe do favoritismo. Ketleyn Quadros comemora primeiro ouro pan-americano — Foto: Vanessa Zambotti/CPJ Ketleyn Quadros comemora primeiro ouro pan-americano — Foto: Vanessa Zambotti/CPJ Ketleyn, medalhista de bronze em Pequim 2008, volta para uma Olimpíada depois de 13 anos de ausência. Fez um ciclo olímpico consistente, sempre no top 10 do ranking, melhorando nestes últimos meses com vitórias e pódios importantes. Não é favorita, mas vai brigar pelo pódio. Já Portela vai para sua terceira Olimpíada, tendo crescido muito nos últimos meses. Será cabeça-de-chave, o que faz com que fuja das principais adversárias nas primeiras rodadas, mas a categoria está bem aberta. Ao contrário da categoria de Ketleyn, a de Portela não tem duas ou três judocas dominantes, e sim um bolo de dez atletas que estão sempre na disputa.

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